RELATÓRIO DAS OFERTAS DE CARGAS COM ORIGEM E/OU DESTINO NA PENÍNSULA IBÉRICA

1.º SEMESTRE DE 2021

O relatório da atividade da Wtransnet, a bolsa de cargas líder na Península Ibérica, no qual se analisa a evolução das ofertas de cargas com origem e/ou destino na Península Ibérica, revela que, durante o primeiro semestre de 2021, a atividade de transporte rodoviário de mercadorias registou um crescimento extraordinário, com um aumento de 50% das ofertas de cargas. São valores superiores aos de 2019 e que marcam uma tendência de efervescência económica nos mercados espanhol e português. 

Um aumento não só verificado nas ofertas de cargas, como também nas ofertas de veículos. Se olharmos para ambos os indicadores, encontramos seis meses com 5 milhões de ofertas registadas: uma média de 40 000 ofertas por dia, atingindo valores recordes em junho, com mais de 43 000 ofertas por dia. 

A atividade na bolsa de cargas bate recordes na primeira metade do ano

Focando nas ofertas de cargas publicadas na Wtransnet, verificamos que a tendência ascendente, que foi traçada no final do ano anterior e no início do ano atual, tornou-se uma linha estável, movendo-se em níveis superiores aos registados em 2020.  


Se, no final do primeiro semestre do ano anterior, quando já se verificava a recuperação da atividade, as ofertas de cargas foram ligeiramente superiores a dois milhões, a meio do ano de 2021 a diferença é de 50%, aproximadamente três milhões de ofertas de cargas. 

Um aumento da atividade que se tem verificado a todos os níveis, com valores muito uniformes nas cargas de exportação (+46%), importação (+51%) e transporte nacional (+51%), registando valores superiores aos obtidos em 2019. 

EXPORTAÇÃO

As ofertas de cargas para exportação aumentaram exponencialmente relativamente ao ano anterior em praticamente todos os países, com um crescimento, conforme mencionado, de 46% em comparação com o mesmo período de 2020. 


O crescimento mais significativo do volume, uma vez que representa 65% do total das ofertas publicadas para exportação na Wtransnet, é o verificado na França, que registou um aumento de 60% na atividade.  


No "top 10" dos países que recebem mercadorias da Península Ibérica, depois da França, encontram-se a Bélgica (+52%), a Itália (+40%), os Países Baixos (+33%) e a Alemanha (+23%) a registarem também um aumento notável da atividade.  


Por outro lado, deve ser mencionado o declínio das ofertas de cargas para o Reino Unido (-19%), cuja explicação está muito provavelmente relacionada com o "Brexit" e o respetivo impacto no transporte rodoviário internacional de mercadorias. 


Em todo o caso, o volume das exportações continua na melhor forma, com os meses de abril e maio em que as ofertas de cargas quase duplicaram, em comparação com 2020, e um encerramento de junho que prevê uma boa época de verão. 

IMPORTAÇÃO

Este crescimento da atividade também foi verificado nas ofertas de cargas de importação que, com um crescimento de 51%, mostrou durante o primeiro semestre uma tendência que não é habitual, visto que, geralmente, registamos crescimentos mais moderados. 


Se os números da atividade com a França, mais uma vez o principal mercado de origem das ofertas de cargas com destino em Espanha e Portugal, é muito elevado (+37%), nos restantes países de origem dos quais importamos mais mercadorias, encontramos números que não verificávamos há anos: Bélgica (+76%), Países Baixos (+75%), Alemanha (+74%) e Itália (+61%). Um outro mercado que está a ganhar ímpeto é a Polónia, onde as ofertas duplicaram. 


Também aqui vale a pena salientar o declínio sofrido pelo Reino Unido, o único país de origem com valores negativos, com menos 18% de ofertas de cargas.  

TRANSPORTE NACIONAL

No que diz respeito ao transporte doméstico, as ofertas de cargas com origem e destino na Península Ibérica registaram valores semelhantes aos de pré-pandemia, com um aumento de atividade de 51%. Em 2020, com a recuperação verificada em maio e junho, após a reabertura da economia depois do confinamento, atingiu-se um milhão de ofertas de cargas durante os primeiros meses do ano. Este ano, atingimos praticamente o milhão e meio, o que nos coloca ao mesmo nível de 2019, que foi um ano extraordinariamente bom para o transporte interno. 

Relativamente aos detalhes da atividade registada por regiões, Lisboa e Vale do Tejo, que representa 46% das ofertas de cargas de origem com destino em Portugal, cresceu 24% em relação ao ano anterior. 


É a mesma percentagem de aumento também verificada na região das Beiras, ao passo que a diferença mais elevada em relação a 2020 é a registada no Alentejo, onde se verificou um aumento de 40%.  

Relativamente às regiões recetoras de cargas a nível nacional, há que salientar o crescimento registado de forma geral, sendo o mais destacado, também neste caso, o Algarve, com um crescimento de 52%. 


Porto e Norte de Portugal e Lisboa e Vale do Tejo, as duas principais regiões recetoras de mercadorias portuguesas, crescem de forma semelhante (18% e 23%, respetivamente), melhorando significativamente os números do ano passado. 

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