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RELATÓRIO DE OFERTAS DE CARGAS TENDO COMO ORIGEM E/OU DESTINO A PENÍNSULA IBÉRICA

JANEIRO DE 2021

Uma vez terminado 2020, a Wtransnet, a bolsa de cargas líder na Península Ibérica, analisa a atividade da plataforma ao longo dos últimos doze meses para observar a evolução das ofertas de cargas durante este período.


Sem dúvida que foi um ano marcado pela pandemia do coronavírus, que condicionou o fluxo de transporte rodoviário de mercadorias desde o seu surgimento na Europa no mês de março. No entanto, e apesar dos números desanimadores registados até ao verão, as ofertas de cargas recuperaram o ritmo no último semestre, atingindo até valores superiores ao ano anterior no último trimestre, facto que permitiu traçar uma curva ascendente, que testemunha a recuperação do transporte ibérico.

Em janeiro de 2020, nada fazia prever que apenas umas semanas depois todo o mundo se encontraria numa situação como aquela que estamos a viver. A atividade na bolsa de cargas começava o ano com dados muito semelhantes a 2019, mas em março verificou-se um ponto de mudança em que se implementaram por toda a Europa medidas que paralisaram o comércio quase por completo.

Consequentemente, abril e maio registraram ofertas de cargas muito abaixo da média, mas com o levantamento progressivo das restrições, verificou-se o regresso à normalidade e a retoma total da atividade.

A bolsa de cargas da Wtransnet terminou 2020 com um total acumulado de 4,5 milhões de ofertas de cargas tendo como origem e/ou destino a Península Ibérica, uma atividade 17% inferior a 2019, que se explica, como referido, pela paragem durante as semanas mais difíceis da pandemia. O transporte nacional constituiu novamente mais de metade das ofertas de cargas, distribuindo-se o restante entre importação (25%) e exportação (22%).

2020, o ano do coronavírus

França, Alemanha, Itália e Países Baixos representaram, por esta ordem, os principais destinos das mercadorias com origem em Espanha e Portugal durante 2020. França, país que recebe 62% das mercadorias exportadas da Península Ibérica, foi um dos países mais afetados pelas ondas da pandemia, facto que se repercutiu na balança de exportações ibéricas com menos 14% de ofertas de cargas em comparação com o mesmo período de 2019.


Apesar de tudo, a partir do mês de agosto produziu-se uma notável tendência de aumento do volume de exportações, extensível aos restantes destinos, que reduziu a lacuna registada nos meses anteriores. Nos últimos quatro meses de 2020 registaram-se 367 mil ofertas de cargas com origem na Península Ibérica e com destino ao resto da Europa, 30% mais do que as contabilizadas no mesmo período do ano passado.

EXPORTAÇÃO

IMPORTAÇÃO

Verificou-se uma linha muito semelhante à observada nas ofertas de cargas de importação, com origem no resto da Europa e com destino a Espanha e Portugal. Na primeira parte do ano registou-se um crescimento negativo, mas a partir do mês de maio, iniciou-se uma curva ascendente com números muito semelhantes aos de 2019, sendo inclusive ligeiramente superiores no último trimestre.


Ainda assim, as ofertas de cargas com origem em França, Itália, Alemanha e Países Baixos, os nossos principais mercados de importação, mantiveram-se abaixo do habitual. Uma queda que, como referido, foi abrandada nos últimos meses de 2020, não se registando descidas superiores a 20%.


Em suma, as ofertas de cargas de importação superaram em 2020 os 1,1 milhões, apenas 15% menos do que os 1,3 milhões registados no ano anterior.

Ao nível doméstico, as ofertas de cargas tendo como origem e destino Portugal, foram inferiores às registadas em 2019, mas com uma diferença que se foi reduzindo à medida que o ano avançava, até corresponder apenas a -22%.


Em 2020 ocorreram mais de 165.000 ofertas de cargas para o território português, em comparação com 212.000 contabilizadas no ano anterior. Uma diferença que não é demasiado acentuada, tendo em conta as circunstâncias.

TRANSPORTE NACIONAL

Se dividirmos por regiões, a região de Lisboa e Vale do Tejo terminou 2020 como principal local de origem de cargas de Portugal, apesar de ter registado 26% menos do que o ano anterior. O segundo lugar é ocupado pela região das Beiras, com uma queda mais suave (-16%), ao passo que a região do Porto e Norte de Portugal ocupa o terceiro lugar, com uma descida de -23%.

Mantém-se invariável a ordem nas regiões recetoras de cargas, sendo que a região do Porto e Norte de Portugal (-25%) é o principal destino, seguida por muito pouca diferença de Lisboa e Vale do Tejo (-21%). Neste caso, há também que destacar a região das Beiras, que registou uma descida mais moderada do número de ofertas de cargas de destino (-14%), das três grandes regiões portuguesas. 

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