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RELATÓRIO DE OFERTAS DE CARGAS TENDO COMO ORIGEM E/OU DESTINO A PENÍNSULA IBÉRICA

SETEMBRO DE 2020

Após o fecho do primeiro semestre de 2020 com dados encorajadores, a Wtransnet, a bolsa de cargas líder na Península Ibérica, analisa novamente a atividade da plataforma para ver como evoluíram as ofertas de cargas após a época estival.


Atendendo ao número de ofertas publicadas em setembro na Wtransnet, cerca de meio milhão, podemos afirmar que o fluxo de transporte rodoviário de mercadorias deixou para trás a crise provocada pela COVID-19 e já apresenta números muito semelhantes aos desta época em 2019 e até 18% superiores para a exportação.

A atividade na bolsa de cargas começou em 2020 com dados muito semelhantes aos do ano anterior, mas as medidas adotadas em toda a Europa a partir de março devido ao coronavírus pesaram no fluxo do transporte de mercadorias. Uma situação à qual se deu a volta a partir de maio, com o levantamento gradual das restrições e com o regresso à atividade produtiva que durante o mês de setembro ficou completamente normalizada.


Em números gerais, a atividade da bolsa de cargas da Wtransnet fechou o terceiro trimestre do ano com um total acumulado desde o mês de janeiro de 3,1 milhões de cargas com origem e/ou destino na Península Ibérica, uma atividade 25% inferior a 2019, que se explica, como dissemos, pelo abrandamento da atividade industrial durante as semanas mais duras da pandemia.


Se formos analisar detalhadamente, vemos que os fluxos de cargas dividem-se entre importação (25%), exportação (22%) e transporte nacional (53%). Mesmo assim, é importante destacar que nos meses de verão (julho, agosto e setembro) superaram-se os 1,2 milhões de ofertas de cargas, quase metade do registado ao longo de todo o ano. Embora a percentagem ainda seja inferior à do período igual de 2019, a tendência é claramente ascendente, pelo que a diferença poderia ser ainda mais reduzida no último semestre de 2020, aquando da campanha de transporte frigorífico e de Natal.


Um 2020 marcado pela pandemia: a análise destes nove meses

França, Alemanha, Itália e Holanda representaram, por esta ordem, os principais destinos de mercadorias de Espanha e Portugal nestes nove meses de 2020. Neste sentido, é necessário destacar a França, país que recebe 40% das nossas mercadorias e uma das nações mais afetadas pela pandemia, facto que teve impacto na balanças de exportações ibéricas com 26% menos ofertas de cargas em comparação com o mesmo período em 2019.


Uma diferença que no mês de junho se situava em -37%, mas que foi reduzida durante o verão em onze pontos. Ajuste que também é extrapolável aos casos de Itália ou Alemanha, confirmando deste modo uma tendência ao aumento em volume das exportações .


Tanto que em setembro foram registadas 73 mil ofertas de cargas com origem na Península Ibérica e com destino ao resto da Europa, 18% mais do que as contabilizadas no mesmo mês do ano passado.


EXPORTAÇÃO

IMPORTAÇÃO

As ofertas de cargas de importação seguiram um linha semelhante. O primeiro semestre do ano terminou com um balanço claramente negativo traçando uma curva descendente até ao mês de maio, altura em que mudou de rumo para não parar de crescer.


Até ao momento, neste ano, as ofertas de cargas com origem em França, Itália, Alemanha e Holanda, igualmente os nossos principais mercados para a importação, mantiveram-se abaixo do habitual. Uma queda que foi significativa a partir de março, mas que se recuperou ao ponto de, exceto no caso de Itália, não existirem quedas abaixo dos 25% e até chegou a ser positivo no caso da Polónia.


Atualmente, as importações são cerca de 800 mil, 22% menos em relação ao ano passado, mas 10% mais do que nos números registados no final do mês de junho. Na verdade, em setembro, a diferença com o mesmo mês em 2019 é irrisória.

A nível doméstico, as ofertas de cargas con origem e destino na Península Ibérica, 50% do total oferecido na bolsa de cargas da Wtransnet, também travou a queda sofrida nos meses de abril e maio.


Após vários meses no positivo, deu-se a volta à situação, ainda que se tenha sentido uma redução de 27% face ao mesmo período em 2019, mas com valores 5% superiores ao mês de junho.


Deste modo, encarámos o último trimestre com o fluxo de ofertas de cargas para o transporte nacional num ponto muito parecido ao de 2019, com um setembro que atingiu as 250 mil ofertas de cargas e boas previsões para superar os dois milhões no final do ano.


TRANSPORTE NACIONAL

Quanto ao detalhe por regiões, Lisboa e Vale do Tejo, Beiras e Porto e Norte de Portugal são, como é habitual, as principais regiões exportadoras em Portugal. A queda em relação ao ano passado situa-se a rondar os 20%, também condicionada pelos dados de abril e maio. Uma queda que foi menos drástica nas Beiras (-14%), resultando numa aproximação aos registos do ano passado.

Se, por outro lado, olharmos para as regiões de destino das ofertas de cargas inverte-se a ordem relativamente a ofertas de cargas, uma vez que é o Porto e Norte de Portugal que recebem mais tráfego, passando Lisboa e Vale do Tejo para a segunda posição e Beiras para a terceira. A região das Beiras é também a que mais abrandou a queda, com uma diferença de apenas -12% em relação a 2019.

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