RELATÓRIO DAS OFERTAS DE CARGAS COM ORIGEM E/OU DESTINO NA PENÍNSULA IBÉRICA

TERCEIRO TRIMESTRE DE 2021

À medida que entramos na última parte do ano, chegou a hora de ver detalhadamente a evolução das ofertas de carga com origem e/ou destino na Península Ibérica durante o verão, um dos momentos críticos para o setor, especialmente para os operadores logísticos, devido à habitual escassez de camiões.


De acordo com a análise realizada tendo em conta a atividade na plataforma da Wtransnet, a bolsa de cargas líder na Península Ibérica, a época estival registou, à semelhança do registado praticamente todo o ano, um novo marco relativamente ao crescimento.


Tendo em conta a evolução das ofertas de carga desde janeiro, com um aumento de atividade de 45% relativamente a 2020, estamos prestes a entrar em 2022 com números superiores aos de 2019, antes da pandemia. Falamos, concretamente, de mais de 300 mil ofertas de carga do que há dois anos, e de quase um milhão e meio mais das registadas em 2020.


Um verão excelente para o transporte rodoviário de mercadorias em Portugal

Julho, agosto e setembro foram meses de ouro num verão que segue a tendência de crescimento de 2021, em que a atividade de transporte rodoviário de mercadorias na bolsa de cargas da Wtransnet não só recuperou, como também atingiu números recordes.


No terceiro trimestre do ano, registou-se um aumento de 39% nas ofertas de carga em comparação com o mesmo período em 2020. Mesmo em agosto, um mês que normalmente regista menos atividade, a descida foi menos acentuada.


Uma habitual descida sazonal, que foi compensada pelos dados de julho e setembro, durante os quais se ultrapassou confortavelmente as 600 000 ofertas de carga em ambos os casos.

Por último, uma época estival, em que as cargas de importação (mais 30%) e de transporte nacional (+38%) registaram uma excelente atividade e aquelas relativas à exportação dispararam com um aumento de 60% das ofertas em relação ao mesmo período em 2020.

EXPORTAÇÃO

As ofertas de carga de exportação, com origem na Península Ibérica e destino no resto da Europa, registaram, como mencionámos, um aumento de 60%, graças ao crescimento significativo registado em praticamente todos os mercados. 

Este aumento de atividade explica-se, em grande parte, pelo excelente aumento das ofertas de cargas dos cinco principais países que recebem mercadorias provenientes de Portugal e de Espanha. Por exemplo, França, que representa 64% do total de ofertas publicadas para exportação na Wtransnet, registou um aumento de cargas de 62%.

Mais excelentes são as subidas dos outros quatro países que completam este "Top 5": Alemanha (+142%), Itália (+164%), Países Baixos (+197%) e Bélgica (+122%), com subidas nunca antes registadas na bolsa de cargas e que confirmam o grande aumento do transporte internacional protagonizado pelo transporte ibérico.

IMPORTAÇÃO

As ofertas de carga de importação também aumentaram significativamente este verão, com um crescimento de 30%, que consolida uma tendência de crescimento até agora pouco habitual.

Uma atividade que se explica graças à boa evolução da economia e pelo aumento das ofertas da bolsa de cargas da Teleroute, parte do Grupo Alpega juntamente com a Wtransnet, e que são fundamentais para que os transportadores portugueses e espanhóis regressem do continente.


De facto, atendendo aos números por país, verificámos que o aumento das ofertas de carga de importação, com origem na Europa e destino na Península Ibérica, é significativo em cinco dos nossos principais mercados: França (+36%), Itália (+24%), Alemanha (+19%), Países Baixos (+35%) e, em especial, Bélgica (+49%).

O único mercado com números negativos é o Reino Unido, que sofreu uma redução de 40% devido à desaceleração provocada pelo Brexit.

TRANSPORTE NACIONAL

No que diz respeito ao transporte doméstico, que representa o maior volume na bolsa da Wtransnet e que recolhe todas as ofertas de carga com origem e destino na Península Ibérica, este verão atingiu praticamente um milhão de ofertas de carga.


Deste modo, o mercado nacional continua a ultrapassar os números anteriores à pandemia, com um aumento de atividade de 38% em relação ao mesmo período em 2020 e de 13%, em comparação com 2019.

Relativamente aos detalhes da atividade registada por regiões, Lisboa e Vale do Tejo e Porto e Norte de Portugal continuam a ser os principais mercados recetores de mercadoria em Portugal, somando 71% do total. Em ambos os casos, as percentagens de crescimento são positivas em relação ao ano anterior, especialmente no caso da primeira, que, com mais 42% de atividade, regista o maior aumento do país.

No que diz respeito às regiões exportadoras de carga a nível nacional, o crescimento é também generalizado. Assim, as três regiões das quais sai 95% do total de mercadorias (Lisboa e Vale do Tejo, Beiras e Porto e Norte de Portugal) registaram aumentos próximos ou mesmo superiores a 30%. No entanto, embora a percentagem sobre o total seja menor, é de salientar o aumento de 107% apresentado pelo Algarve.

Passada a época estival, entramos agora na época fria que irá marcar se a curva do crescimento da atividade continua ascendente no último trimestre do ano, fechando 2021 com medalha de ouro, onde a bolsa de cargas da Wtransnet tem registado excelentes resultados em todas as suas rotas.

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